Atividade gratuita segue até o dia 30 de julho e reúne voluntários de todas as idades para confeccionar corações de tecido que serão distribuídos durante a tradicional Ação do Coração, em Santos.

Até o dia 30 de julho, o Fundo Social de Solidariedade (FSS) de Guarujá promove as oficinas da Ação do Coração, iniciativa que convida moradores de todas as idades a confeccionarem corações de tecido que serão distribuídos durante a tradicional ação solidária realizada em Santos. A atividade gratuita é aberta ao público, e acontece de segunda a sexta-feira, das 15 às 17 horas, reunindo voluntários na Rua Cavalheiro Nami Jafet, 519 – Centro.

No Município, a iniciativa é coordenada por Marlene Garrido, que há 15 anos dedica seu tempo ao projeto. Mais do que organizar as oficinas, ela acolhe os participantes, ensina a confeccionar os corações e compartilha uma história de perseverança e amor ao próximo que se mescla com a própria trajetória da ação em Guarujá.

 

Um sonho costurado com solidariedade

A história de Marlene com a Ação do Coração começou há 15 anos, quando ela conheceu o projeto idealizado por Alexandre Camilo, em Santos. Encantada com a proposta de espalhar afeto por meio de um gesto simples, ela decidiu que queria fazer parte daquela corrente do bem. Com o tempo, nasceu um novo sonho: levar a iniciativa também para Guarujá.

“Meu primeiro sonho era conhecer o Alexandre. O segundo era trazer essa ação para Guarujá”, relembra.

Transformar esse desejo em realidade, porém, levou tempo. Durante anos, Marlene procurou um espaço para realizar as oficinas na Cidade, mas encontrava dificuldades. Alguns locais cobravam aluguel, outros não tinham disponibilidade. A oportunidade surgiu quando conheceu o Fundo Social de Solidariedade.

Ao visitar a sede pela primeira vez, ela avistou o galpão onde hoje as oficinas acontecem. “Quando vi aquele espaço, pensei: ‘Era exatamente isso que eu precisava’”. O sonho, enfim, começava a sair do papel.

Hoje, é nesse mesmo local que Marlene recebe os voluntários e ensina, com paciência, quem nunca segurou uma agulha ou uma linha.

“Todo mundo acha difícil, mas não é. Quem chega aqui aprende. Eu gosto de ensinar. O importante é colocar amor no que está fazendo”, afirma.

Para ela, um dos maiores resultados da ação vai além da confecção dos corações. É o ambiente de convivência criado entre pessoas de diferentes idades, que encontram nas oficinas um espaço para fazer amizades, compartilhar experiências e praticar a solidariedade.

“Eu queria trazer essa ação para Guarujá para deixar a cidade mais cheia de amor e carinho. Aqui participam crianças, jovens, adultos e idosos. Não importa a idade”.

 

Uma corrente do bem aberta a todos

As oficinas são abertas à população e não exigem experiência com costura. Durante os encontros, os participantes aprendem a confeccionar os tradicionais corações de tecido, símbolo da campanha, sempre com o apoio da equipe de voluntários.

Além da produção dos corações, quem participa pode contribuir, de forma voluntária, com um quilo de alimento não perecível. As doações permanecerão em Guarujá e serão destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade social, reforçando o caráter solidário da iniciativa. Já os corações confeccionados durante as oficinas serão encaminhados para Santos, onde serão distribuídos no dia 2 de agosto, durante a tradicional Ação do Coração, na Praça Mauá.

Na ação, cada pessoa recebe três corações: um para si, outro para entregar a alguém que esteja precisando e um terceiro para presentear quem desejar, multiplicando a corrente de afeto proposta pela campanha.

Para Marlene, esse gesto simples tem o poder de transformar quem recebe e também quem oferece.

“Quando o amor acontece, o mundo se transforma”. É com essa mensagem que a coordenadora convida os moradores de Guarujá a participarem das oficinas e descobrirem que um pequeno coração de tecido pode carregar um grande significado.

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