Trabalho de pesquisa realizado por equipe da Secretaria de Saúde do Município recebeu menção honrosa na 18ª. Expo EPI, evento realizado pelo Ministério da Saúde.
Guarujá recebeu menção honrosa pela apresentação do projeto “Proteção da saúde de trabalhadores informais frente às mudanças climáticas: Experiência territorial do SUS na adaptação aos riscos de radiação solar em ambulantes de praia”. O trabalho foi divulgado na 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expo EPI), evento realizado entre os dias 13 a 17 de abril, pelo Ministério da Saúde, para difundir e divulgar práticas exitosas do Sistema Único de Saúde (SUS).
O projeto de pesquisa foi realizado em uma parceria da Universidade Santo Amaro – UNISA/SP e Prefeitura Municipal de Guarujá e avaliou 182 ambulantes, trabalhadores informais das praias da Cidade.
“O estudo sobre ‘Trabalho e vulnerabilidade: Prevenção das doenças labiais em vendedores ambulantes de praias’ apontou prevalência de alterações labiais de 40,7% dos ambulantes avaliados, o que não significa o diagnóstico de câncer ainda, mas leva a uma investigação para verificação da alteração que pode ser considerada benigna, desordem potencialmente maligna, ou já neoplasia maligna (câncer)”, explicaram os autores Caio Roman-Torres, Edson Gracia, Álvaro Mendonça, Luana Campos e Wilson Sendyk.
Segundo o estudo, também foi avaliada a prevalência do uso de equipamentos de proteção individual (EPI) nesta população, e foi constatado que 72% destes ambulantes usam chapéu ou boné, 48,4% protetor solar corporal e apenas 11,5% utilizam protetor labial.
“Embora não tenha havido associação estatisticamente significativa entre tabagismo ou álcool e lesões, 48,6% dos que fumavam ou bebiam apresentaram alterações, evidenciando interação entre hábitos de risco e exposição solar”, explica Álvaro Mendonça, cirurgião dentista, chefe do Programa de Saúde Bucal de Guarujá.
Para Mendonça, o prêmio é um reconhecimento às práticas preventivas pelo atendimento SUS. “O estudo é relevante para a gestão municipal, representando economicidade aos cofres públicos, uma vez que trata-se de uma ação preventiva à doenças mais graves, como o câncer. Para a população se caracteriza como importante ferramenta de conscientização ao auto cuidado e alerta para a realização de consultas periódicas preventivas”, conclui.
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