Ações da equipe de Combate e Controle às Endemias da Prefeitura, intensificadas durante a temporada de verão, ajudaram a frear avanço da doença.
Guarujá registrou uma queda expressiva nos casos de dengue no primeiro bimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Neste ano, foram contabilizados 60 casos da doença, contra 417 em 2025, resultando em uma redução de 85%. A diferença é ainda mais significativa quando comparada aos dois primeiros meses de 2024, quando foram registrados 1.671 casos. Mas o que explica essa queda tão expressiva?
Entre os fatores que ajudam a explicar o resultado está o conjunto de ações preventivas realizadas pela Prefeitura, por meio da equipe de Combate e Controle às Endemias, vinculada à Secretaria de Saúde (Sesau), durante a temporada de verão, período em que o Município recebe grande fluxo de visitantes.
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, foi realizada a Operação Check Out, voltada à vistoria de hotéis e pousadas de Guarujá. Ao todo, 140 estabelecimentos foram inspecionados pelas equipes. A iniciativa teve caráter preventivo e buscou identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti em locais com grande circulação de turistas, especialmente vindos de regiões com transmissão ativa da doença.
O objetivo foi evitar que o vírus fosse introduzido no Município e passasse a circular na Cidade, cenário que poderia desencadear um novo ciclo de transmissão.
No mesmo período, durante o recesso escolar, também foi realizada a operação “Volta às Aulas Sem Aedes”, com vistorias em unidades de ensino. A ação teve como foco eliminar possíveis criadouros do mosquito antes do retorno dos estudantes, contribuindo para reduzir a população do vetor e ampliar o controle da disseminação das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
A coordenadora técnica de Vigilância em Saúde, ressalta que, além dessas ações estratégicas, o Município mantém um trabalho contínuo de prevenção e controle do mosquito.
“Nossas equipes seguem atuando diariamente com as ações de rotina, que incluem vistorias em residências, telagem de caixas d’água, mutirões de combate ao mosquito realizados todas as segundas-feiras e também a utilização dos peixes barrigudinhos em grandes reservatórios de água. Esse conjunto de medidas tem sido fundamental para reduzir a presença do mosquito e evitar novos ciclos de transmissão da doença”, afirma.
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